quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

APRESENTAÇÃO DE CAPOEIRA NO IPAT-INSTITUTO PENAL ANTONIO TRINDADE


                                                          



Em agosto deste ano, 2011, fizemos, eu, Mestre KK, Contra Mestre Bahia, Contra Mestre Salsicha, Contra Mestre Paulo Amizade, Doidinho Capoeira, entre outros capoeiristas, representando o Clube de Capoeira Arte & Liberdade e Grupo de Capoeira Cativeiro,  em parceria com o Diretor daquela unidade, camarada Helisan, uma apresentação no IPAT-Instituto Penal Antonio Trindade, quando desenvolvemos uma atividade com fins de levar aquela turma que ali está cumprindo pena por algum delito cometido, outros inocentemente, porém, precisando de algo que os possa levar a ressocialização, uma forma de alegria, descontração, enfim, contribuindo para que o preso possa estar integrado com a sociedade de alguma forma e não sentir-se isolado do mundo entre as paredes e grades de uma penitenciária.
Na oportunidade o Diretor, sr. Helisan, falou-me das providencias tomadas para procurar dar o melhor que o estado pode oferecer para cumprir com as suas obrigações para com os detentos, inclusive quanto à oferecer informações sobre o Auxílio Reclusão, falando, também, das dificuldades que tem em encontrar parcerias que se disponham a ajuda-lo levando até os detentos uma forma de lazer, de entretenimento, de alegrias, não somente aos detentos, mas, idem, aos familiares que ali vão para visitar seus parentes.
Fomos muito bem recebidos pelo Diretor, pelo gerente, sr. Picanço, pela assistente social, sra. Laurenice e fizemos o melhor que estava ao nosso alcance, em uma apresentação tipo super produção de cinema, quando os nossos capoeiristas levantaram aplausos com uma magnifica performance, fazendo movimentos incríveis, saltos, levando os presentes ao delírio, entusiasmados com o que viam.
Após, fomos convidados a ir até a cantina para almoçarmos, quando podemos ver o camarada Salsicha desenvolver toda uma performance inacreditável com uma colher nas mãos.

No dia 12/09/2011, fizemos outra apresentação, desta vez juntamente com o Contra Mestre André Julio e seus alunos, entre amigos, quando fomos, novamente, muito aplaudidos, tendo ao final da apresentação o Pantera desenvolvido momentos de total descontração, sambando juntamente com uma  capoeirista, num espetáculo que faz parte da nossa capoeira e que é muito divertido e alegre.

Na oportunidade criamos a idéia de fazer um trabalho contínuo ali, o que esperamos seja concretizado em breve.
Ao camarada Diretor daquele presídio, Helisam, os nossos agradecimentos pela oportunidade, reconhecendo
o seu empenho em fazer o melhor diante do que se propõe, pois visitei bastante aquele lugar, acreditando que está fazendo um bom trabalho, apesar da grande dificuldade que é dirigir um presídio.    
Ficam as minhas observações quanto a alguns Conaps, que longe de agir como requerem as suas funções, desrespeitam senhores, senhoras e até crianças, incorporando em si o status de autoridades, quando são prestadores de serviços, tendo por obrigação garantirem total bem estar ao preso, que ali está pagando seu débito para com a sociedade, com todos os direitos garantidos pela nossa Constituição Pátria, bem estar aos familiares dos presos e a quem mais ali se encontrar.
ALGUNS CONAPS ENFEIAM O BOM TRABALHO DO DIRETOR HELISAN!
E, muito sério é saber que depois de investigações, o Ministério Público do Amazonas concluiu que o motivo que levou à rebelião naquele presídio em 2007 e que culminou com mortes de detentos, foi causado por culpa dos CONAPS.
Não sei quem era o diretor na época.
Fica o alerta ao nobre amigo, Sr. Diretor Helisan, para que procure saber como agem alguns agentes de disciplina, para que sus atitudes não levem a criar um grande problema para a sua administração, nem em outra qualquer administração, para que haja sempre ilibado conceito quanto ao trabalho desenvolvido neste Instituto Penal.


A reportagem a seguir foi extraída do site http://www.jurisway.org.br/v2/noticia.asp?idnoticia=17138, e quem desejar conferir é só acessá-lo.



Inspeção supresa no IPAT

Corregedor de Justiça, OAB e Ministério Público retornam ao presídio 25 dias depois da rebelião e comprovam que motim foi culpa da CONAP.

Vinte e cinco dias depois da rebelião do Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT), onde morreram dois detentos, o corregedor-geral de Justiça, João Simões, retornou ao presídio numa visita de surpresa para conferir se as exigências feitas no acordo para por fim ao motim estavam sendo cumpridas. A situação encontrada no IPAT não agradou nada ao desembargador e muito menos ao vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM, Glen Wilde do Lago Freitas, e à promotora Marlene Franco da Silva, que representou o procurador-geral Mauro Campbell.

Depois da rebelião, as condições do instituto penal hoje são de terra arrasada. Ambulatórios e gabinetes odontológicos destruídos, ar-condicionados queimados, departamento jurídico também destruído, bebedouro quebrado e restos de colchões incendiados.

Na avaliação da comissão que inspecionou o IPAT, a culpa pela rebelião que durou mais de 14 horas foi da Companhia Nacional de Administração Prisional (CONAP).

- Constatamos que a atuação da CONAP nessa cadeia é péssima. Não há treinamento adequado, falta assistência médica e de higiene. Ouvimos vários detentos e o que ouvimos e vimos nos leva a constatar que a rebelião foi culpa da falta de preparo de agentes da CONAP - disse João Simões ao deixar o presídio.

A inspeção de três horas realizada pela comissão dentro do presídio foi acompanhada pelo diretor do instituto, José Marlon Albuquerque. Mas, ao final da visita, o Corregedor de Justiça e os representantes da OAB e do Ministério Público, além do juiz auxiliar da Corregedoria, juiz Lafayetti Vieira Jr., ouviram a portas fechadas, sem a presença do diretor, três detentos de cada raio da prisão. Algemados, eles narraram tudo à comissão, não poupando nem mesmo a responsabilidade do diretor que se limita a comparecer ao banho de sol e nunca vai aos pavilhões saber o que está acontecendo.

Presos relatam ao Corregedor más condições vividas no IPAT : A pia está quebrada por isso bebemos água do vaso sanitário

Nem os funcionários do TJA foram avisados da intenção do corregedor de justiça. Aos assessores e à chefia de gabinete e ele disse apenas que tinha uma pauta importante a cumprir e, ás 08:00 horas, em companhia do juiz auxiliar Lafayetti Jr., ele seguiu para o IPAT, para onde também se deslocaram a promotora Marlene e o representante da OAB, Glen Wilde e a promotora Marlene Franco também se deslocavam na mesma hora. João Simões estava cumprindo uma decisão que tomara durante a rebelião que explodiu no dia 24 de setembro dezembro e foi acompanhada por ele por toda a madrugada, até o até o desfecho final, no dia 25. A de visitar a cadeia púbica para saber se o acordo vinha sendo cumprido.

O diretor do IPAT ficou surpreso ao ver a comitiva chegando ao IPAT por volta das 08h30, cercada por um forte esquema de segurança feito por policiais da ROCAM fortemente armados. Depois dos cumprimentos o corregedor pediu para ir direto à cozinha conferir a qualidade da comida, uma das maiores queixas dos detentos durante o motim de setembro.

Na cozinha, o corregedor encontrou, sendo preparada em grande quantidade frango empanado e arroz temperado, considerando a comida de boa qualidade. Pelo menos não encontra os a carne podre e o peixe estragado, como os detentos denunciaram , comentou.

Em seguida Simões passou a percorrer todos os departamentos do IPAT, encontrando a maioria dos equipamentos quebrados e salas destruídas. Na enfermaria viu os presos que foram feridos na rebelião em condições de abandono. Alguns deles reclamaram que estão cuspindo sangue, outros que estão com malária e um deles diabético. Mas não recebemos a medicação adequada que a penitenciária é obrigada a fornecer, denunciou um dos detentos.

No Pavilhão A onde existem 44 celas abrigam 176 detentos ( quatro em cada cela), a situação assustou a comissão. O lodo, formado pela água que escorre das celas (que não tem ralo) cobre parte do piso. Ali, tem que se andar devagar para não escorregar. Aos poucos, os detentos colocam a cara no minúsculo quadrilátero cortado na grossa porta de aço da cadeia. Dali mesmo, do confinamento, eles começaram a fazer suas reivindicações:

- Ei doutor, estamos nus aqui dentro. Eles tomaram nossas roupas numa inspeção após a rebelião!

- Tem um companheiro de cela que sofreu um derrame e está muito mal, precisa de médico!

O desembargador João Simões chama Marlon Albuquerque, o diretor do IPAT e diz que quer conversar separadamente com presos dos Raios A, B e C. Os carcereiros abrem as portas das celas, retiram três presos de cada raio, algemam todos eles e levam, três a três, os presidiários para conversar com a comissão. A conversa e realizada a portas fechadas, apenas com a presenças dos membros da comissão e os assessores do TJA.

Denúncias

As reclamações e denúncias chocam. Segundo os presos - cujos nomes foram mantidos em sigilo por questões de segurança - , a comida só melhorou depois da rebelião. E aqui surge a primeira contradição. Muitos disseram que a carne é servida podre e o peixe estragado. Um dele disse que bebe água direto da torneira. Mas a torneira da pia está quebrada e a maioria bebe água do vaso sanitário, coando a sujeira com um pano.

Em três demoradas sessões, o Corregedor João Simões ouviu nove presos - três de cada Raio. Um deles chegou a denunciar que dentro de sua cela tem um companheiro que sofre de epilepsia e vive tendo ataques. Mas nunca recebe remédios e nem é levado ao médico.

- Até mesmo para uma simples dor de cabeça, eles dizem que vão buscar o analgésico, mas não retornam mais - disse um detento.

- Outros fingem que são surdos e ignoram o que a gente pede - dedura outro.

De acordo com a maioria dos presos, muitas pessoas disseram que a rebelião do IPAT foi provocada por causa da qualidade de comida ou pela falta da visita íntima. Não é verdade. Foi por causa dos mau tratos que sofremos aqui dentro. E do constrangimento que nossa família sofre quando vem nos visitar. Minha mãe por exemplo, não vem mais porque ela tem 60 anos é tem que passar uma inspeção feita por mulheres que é constrangedora afirmou um dos internos.

Rebelião foi falha humana da CONAP

Tudo o que foi levantado ontem durante a inspeção surpresa ao IPAT - falhas, omissões, desmandos e maus tratos de presos -, será transformado em relatório e enviado ao Governo do Estado, ao Ministério Público e à OAB para que as providências sejam tomadas.

A informação foi confirmada pelo corregedor-geral de Justiça, João Simões, à saída do presídio, depois de mais de quatro horas percorrendo cada palmo do instituto prisional. Olhando de frente para o diretor do presídio, Marlon Albuquerque, o desembargador advertiu que as visitas a partir de agora serão freqüentes e todas feitas sem aviso prévio. E quem for culpado será responsabilizado , ouviu senhor diretor , disse o desembargador.

- Verificamos de forma comprovada que a rebelião foi culpa da falta de preparo dos agentes da CONAP. E hoje, justamente com o Ministério Público e a Ordem dos Advogados iremos iniciar um movimento para que toda essa situação seja sanada - disse Simões.

O desembargador afirmou também que não é admissível que uma empresa contratada pelo Estado, que recebe um valor para cumprir com suas obrigações contratuais, não o faça. Isso é dinheiro público. Os presos que estão aguardando julgamento perderam sua liberdade, mas não perderam o direito de ser tratados como seres humanos.

O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM, Glen Wilde, disse que a visita foi muito esclarecedora, porque comprovou que as denúncias dos presos procedem.

- Vamos tomar as providências junto com a Corregedoria e o Ministério Público.

O representante da Ordem também culpou a CONAP pela rebelião.

- Apuramos e temos convicção que a CONAP falhou. Foi omissa, e tudo aconteceu por falta humana.
Derme Reges - 08/12/2011

3 Comentários:

Às 9 de janeiro de 2012 às 16:32 , Anonymous Anônimo disse...

e eu tava la no dia qui os capoeristas visitaram a unidade pricional o ipat mais so que lida com a escoria da sociedade sabe do qui eu to falando agente penitenciariu e gente ta bem trabalhamos em mais comdisões de trabalho sem segurança sem equi pamento colete aprova de balas para quem ta na romda esterna da cadeia capacetes baliticos so com a farda e a coragem para traser o sustemto da famila o pão de cada dia somos amesados comstamtimente pelos presos demtro e fora da cadeia po não nos corompe tudo qui aparece na cadeia cupão os agentes de diciplina não vou diser qui não tem gente no noso meiu de trabalho qui si corompe mais nem todos são asim eu tenho hum tempo de sistema pricional e não mi corompi por nada não vou diser qui eu não tive oportunidades de mi coromper mais mminha diquinidade e tudo o meu trabalho minha misão como eu ia olhar nos olhos da minha familia da milha filia não vale a pena a gente mata hum leão por dia sofremos presão de todos os tipos dos presos da diresão da falia a vida muda guando vc hem tra pro sistema pricional pa ser agente vc ta na linha de frente da quera e depois de hum tempo não tem mais como voutar..fé hem deus.......................

 
Às 3 de março de 2012 às 13:12 , Anonymous Anônimo disse...

esse qui botou a foto dos capoeristas essa mateiria vai hum finau de cemana é ja sabe tudo que ta doto dia sabe do qui tou falondo dentro de uma cadeia a jente ver de tudo preso querendo si matar batição de grade preso querendo matar outro preso no bamho de sol querendo agredir agentes ameasando mais quer quer ser agente tem qui pemsar bem como eu pemsei antes de si meter nesa profição de auto risco perdi 80 purcento da sua liberdade a tem vicita qui não aceita as normas da cadeia de vertimenta de comtuta dentro da cadeia querendo bular a segurança a guau quer custo não to disento qui no meu meiu não tem agente corupito tem mais são poucos ja temtarão mi comromper de todas as maneiras mais com ajuda de deus eu não cai acho qui e minha indole ja vem si vc presta vc presta si vc não presta vc não preta so para terminar eu sou agente ate guando deus qui ser não tem viciata de preso não tem preso qui mi corompa eu vou fazer meu trabalho ate guando deus quiser não tem dinherio qui paque minha diquinidade qui deus mi ajude. de um agente penitenciariu qui tem amor pela profição eu vou ate o fim. faca na caveira e nada na carteira.

 
Às 22 de maio de 2012 às 19:26 , Anonymous DERME REGES disse...

Quero dar aos dois camaradas que postaram seus comentários os meus parabéns pela sua conduta ilibada. Isso mesmo, camaradas, sempre ao sentirem qualquer tentação em sair da linha, pensem nas suas famílias, em si mesmos, nos seus amigos, enfim, na sociedade e jamais cometam quaisquer deslizes. Meu comentário ficou esclarecido quando eu disse "alguns Conaps", sem generalizar, pois sei que é uma minoria e não a maioria, pois no tempo em que tinha eu a obrigação de ir até aí fui bem tratado por quase todos, havendo somente dois com quem tive que travar embate verbal, embora tenha feito me compreender por eles. Entretanto, ouvi muitas reclamações de pessoas, principalmente das mulheres.
Mas é isso aí, camaradas! Que sejam felizes com sua família!

 

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